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domingo, 31 de maio de 2015

Todo apoio aos 31 processados de Rio Claro!

A organização política Canudos manifesta seu apoio à luta empenhada pelas/os lutadoras/es do campus da UNESP Rio Claro que, agora, estão sofrendo processos administrativos (sindicâncias) por defenderem uma universidade pública que atenda aos direitos do corpo estudantil pobre e trabalhador.


No ano de 2014, o movimento estudantil local deliberou por ocupação da direção do Instituto de Biociências em resposta às expulsões de moradia e à insuficiência vagas que permanece. Foi um ano marcado por expulsões de moradias estudantis em todo o cenário da UNESP, uma vez que novos critérios de seleção (tanto de moradia quanto de auxílio socioeconômico) desencadearam o arrocho da permanência. Araraquara e Ilha Solteira também passaram pelo mesmo processo o qual culminou, para aqueles, a fatídica ameaça da expulsão de 17 estudantes.

“Ocupar para dialogar”: essa se tornou a tônica de um movimento que só recebia precariedade e intransigência frente às suas demandas e reivindicações. Como resposta, a direção da unidade entra com pedido de reintegração de posse das dependências do instituto. Diante de tal ameaça, os ocupantes retiram-se do prédio de modo a evitar a repressão policial mais que iminente.

Em 2015, vêm à tona 31 sindicâncias de Rio Claro no mesmo momento em que revertemos as expulsões de Araraquara. A organização Canudos repudia veementemente a ação encabeçada pela direção do IB e endossada pela REItoria da instituição. Essas ações repressoras são filhas diretas da ditadura civil-militar, assim como o estatuto da Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho, o é. Inconstitucionalidade, ditadura e repressão são as palavras de ordem desta instituição. A luta estudantil é legítima e não será calada diante de tamanho ataque sem precedentes em nossa história recente. Basta de ataques!

Pelo arquivamento imediato dos processos administrativos!
Todo apoio às/aos 31 estudantes da UNESP de Rio Claro!
Lutar não é crime!

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Nota em Apoio ao prof.º Jean Menezes e em repúdio à reitoria da UNESP


O Professor de História da UNESP de Marília, Jean Paulo Pereira de Menezes, está sofrendo processo administrativo disciplinar por parte da reitoria, por ter lançado uma carta de repúdio à ação da mesma de suspender quase 100 estudantes no ano de 2014. Em sua carta, o professor critica as ações do reitor por tratar as demandas dos estudantes por permanência estudantil com política de repressão policial e institucional.  Não é de se surpreender a maneira como o documento foi recebido pela reitoria: Jean Menezes está intimado, e convocado, a uma audiência de sindicância no dia 28/05/2014, acusado do crime de calunia, podendo ser suspenso e de receber processo jurídico.

Manifestamos nosso apoio ao professor Jean Menezes, que nesse momento está desempregado e sem direito a seguro desemprego. Fica nosso repúdio à ação imatura da reitoria ao tratar os argumentos e criticas do professor como crimes. Não há neutralidade nesses processos de sindicância; o que Jean fez foi se colocar contra uma instituição que se respalda em um regimento advindo da ditadura militar, para tratar como caso de policia as demandas básicas de permanência estudantil para os estudantes com carência socioeconômica.

A própria ação da reitoria mostra que a carta do professor não apresenta calúnia; no mesmo dia da audiência do professor, 31 estudantes na UNESP de Rio Claro estarão respondendo por processo disciplinar, por terem lutado por permanência estudantil. De fato, punir àqueles que lutam não é algo exclusivo para nenhum setor da sociedade. No ambiente universitário é recorrente o assédio moral aos servidores técnico-administrativos e corte de ponto nos momentos de greve. Os processos servem de exemplo para que haja um silenciamento entre as pessoas quanto às demandas do ensino superior publico, gratuito e de qualidade para as camadas mais pobres da população. Colocar-se contra as praticas de repressão é lutar para que as demandas não sejam silenciadas nem ignoradas. 

Ninguém fica para trás!